Relato
historiógrafo
Baseado nos
livros:
Historias
das Historias do Brasil
De
José Honório
Rodrigues
E
O Triângulo
Mineiro nos Oitocentos
De
Edelweiss
Teixeira
Noticias dos
primeiros Descobridores.
Bento
Fernandes.
”... O
Grande acontecimento da descoberta das Minas Gerais, que revolucionou as formas
sociais e econômicas da vida brasileira que fortaleceu as consciências
nacionais...”
... A grande
época da mineração se estende de 1696 a 1770 e tal como no bandeirismo, do qual
o movimento aliado e conseqüente só aparece algumas relações e descrições nas
formas primitivas da criação Historiográfica...
...A
historiografia mineira começa com “ Os primeiros descobridores das Minas de
Ouro na Capitania de Minas Gerais, que aparece na sua primeira forma como
noticia copilada pelo Coronel Bento Fernandes Furtado de Mendonça, e resumida
por Manuel pires da Silva Pontes...
... Bento
Fernandes de Mendonça (1690 1775) Serra
Frio 1765 Taubaté 1690.
Era o quarto filho do Coronel Salvador Fernandes
Furtado de Mendonça e casou-se com sua prima D. Bárbara Moreira de Castilhos e
destaa união teve 9 filhos Bento Fernandes noticiou os descobrimentos auríferos
dos quais foi testemunha. E na verdade a historia das descoberta dês da
primeira entrada de Antônio Rodrigues Azarão à frente de 50 homens e de seu
cunhado Bartolomeu Bueno de Siqueira... Descreve finalmente a crescente
rivalidade entre forasteiros e paulistas, as discórdias dês de 1707 perturbaram
a sociedade nascente e darão como conseqüência a guerra dos emboabas...
“Os relatos
Sertanistas”
Modernamente,
Afonso Taunay em um relato sertanista alguns documentos historiográficos sobre
o descobrimento das Minas são ao todos cinco.
1-
“Noticias- 1º Prática que da ao R. P.
Diego Sares o Capitão Luiz Borges Pinto sobre o seus documentos da célebre casa
compreendido nos anos de 1726-27-28, sendo governador e capitão General D
Lourenço dÁlmeida.”
2-
“Noticia-2º Segundo a prática dada
...Moreira ao P. M. Diogo Soares da sua bandeira no descobrimento do
celebrado Morro da Esperança empreendidos nos anos de 1731 e 1732 quando
General D. Lourenço d’Almeida, 3-Relação do princípio das descoberto destas
Minas Gerais e os sucessos de algumas coisas mais memoráveis que sucederam de
seus princípios até o tempo que veio governar o Exmo Sr, D. Braz da Silveira.
4-Noticias-
3º prática do RP Diogo Soares de campo José Rebelo Perdigão sobre os primeiros
descobrimentos das Minas Gerais do Ouro.
5-4º prática
ao R. P. Diogo Soares o sargento-Mor José Matos Soares o descobrimento do
famoso Rio das Mortes. O Padres Diogo Soares era um Jesuíta, matemático-
astrônomo que junto ao padre também jesuíta e matemático- astrônomo Domingos
Capasse, veio ao Brasil por ordem da metrópole com intuito de fazer mapas dos
novo descobrimentos.Eram muito hábeis e a eles devem muito as primeiras
observações de latitude e longitudes do sertão.
O Alvará de
18 de novembro de 1729 para os seus serviço e por ser conveniente ao governo e
defesa do estado a boa administração da justiça. Arrecadação da fazenda e para
evitarem as duvidadas e controversas que se tem originados dos descobrimentos
que se tem feito nos sertões do Brasil de uns poucos anos a esta parte para
fazerem-se mapas das terras não só pela
Marinha, mas pelos sertões, para melhor
assinalarem e se conhecessem os distritos de cada Bispado, Governo, Capitania,
Comarca ou Doação, era necessário o
serviços dos dois padres. Aos dois religiosos perito na matemática mandou dar
ajuda de custo dois criados que os assistirão enquanto durassem a diligencia e
seriam pagos por conta da Fazenda Real...
Não
conhecemos os dados de todos os informantes ou abridores de caminho, mas
sabemos que José Rebelo Perdigão foi secretario de Artur de Sá e Menezes
(1677-1700) e assistiu a ereção da vila
do Ribeiro do Carmo e dela foi feito Juiz ordinário ( 4 de Julho de 1711) Por
ocasião do levante de Vila Rica de 1720 prestou bons serviços ao governador em
carta ao Rei escreveu que parecia também que vossa majestade devia mandar
agradecer na mesma forma ao Marechal (Mestre) de campo. José Ribeiro Rodrigues
pelo zelo com que se ouve neste particular, cuja prontidão não
experimentei nos outros.
Quando
fornece as informações ao Padre Soares Mestre de campo
É morador em
Minas e no Ribeiro do Carmo havia 30 anos.
Memórias e
Informações.
Martinho de
Mendonça de Pina de Proença (guarda Portugal s d.-1743) Foi Fidalgo da casa do
Rei, Deputado do conselho do Ultramarino, Guarda –Mor da torre do Tombo e
Acadêmico da Academia Real de Historia, escreveu um histórico da descoberta dos
Diamantes, enviando ao Conde Sabugoza assinado de Vila rica de 23 de setembro
de 1734 foram muito poucos os que registram.
“... a
informação sobre “Minas do Brasil” compõe-se na verdade de quatro códigos na
biblioteca na biblioteca da Ajuda, mandado copiar por Luiz Camilo de Oliveira
Neto e publicado por Rodolfo Garcia nos anais da Biblioteca Nacional...”
No primeiro
código reduzido no qual se diz que “ os interessados nas Minas de São Paulo “
por serem os paulistas os seus descobridores..”
... Nele se
escreve que é necessário um grande Ministro “para atrair com o agrado ou com a
força os ânimos daqueles sediciosos e turbulentos, por que é Rochedo do Sul, a capitania de São
Paulo. O documento para ser da segunda metade do século dezessete tal como o
segundo que é dado de Lisboa, dezessete de novembro de 1662 e que descreve como
se deve tirar ouro, refere-se também ao episódio holandês tão próximo declara
que “ vão atirar este ouro na arrameira
sobre dita os moradores de São Paulo e mais vilas circunvizinhas que tem
cabedal de escravaria para o poderem fazerem, que os poderes de três quatro até
dez escravos é impossível pela distância que alongam de suas vivendas.”
O terceiro código na Bahia é dado de 15 de setembro de 1693 e dirigido
por Mendo Foyos Pereira e Antônio Luiz Gonçalves da Câmara Coutinho Governador
da Bahia ( 1690-1694), o que deu a base para a data dada ao conjunto por
Rodolfo Garcia.
Ele trata
dos caminhos para o sertão, inclusive do novo aberto nesta época por Garcia
Rodrigues Paes filho de Fernão Dias Paes e dos Caminhos para Bahia.
O Triângulo
Mineiro nos Oitocentos
De
Edeweiss
Teixeira
2.10
O Roteiro de
André Fernandes.
Unificada as
duas Coroas Portugal e Espanha em 1580
os bandeirantes ficaram livre da proibição de viajar até ( )
mais da metade ocidental do Estado de Goiás a margem esquerda do rio
Tocantins, era Peru, onde estavam as grandes riquezas minerais. Alfredo Ellis
Jr Aponta a bandeira de Sebastião Marinho em 1519 como a primeira que teria
aberto o ciclo goiano das Minas dos Martírios a bandeiras de Domingos Rodrigues
de 1596, traz para São Paulo “Índios Guaiás do sertão de Paraupeva”.
O caminho
seguido a partir de São Paulo para essa região não seria a caminho por
Brasília, entrando pelo Oeste Mineiro o caminho geral do sertão que rompia 70
quilômetros entre o rio pardo e rio Grande Seria Paranoá, rio São Bartolomeu
região de Brasília outros viriam ora pelo rio Meia Ponte não distante da atual
cidade de Goiás descendo pela sua barra, atingiram o rio Paraíba, Paraná e
deste entrando pela barra do rio Tietê e por este assina até São Paulo O
roteiro de André Fernandes de 1615 veio pelas mãos de anhanguera ll seu conterrâneo e parente, de Santana do Paraíba 40 quilômetros a oeste de
São Paulo. Para a volta daquele sertão trocou ele um roteiro mais curto,
viajando por terra abandonando os rios vindos sair em nosso triângulo.
Neste
roteiro já estava batizado os rios Paranaíba e rio das Velhas e Rio Grande
Bartolomeu Paes de Abreu irmão de João Leite da Silva Ortiz o ricaço de Curral
Del Rei, vizinho de Belo horizonte “ambos nascido na ilha de São Sebastião”,
teve em mãos esse roteiro. Outros bandeirantes do ciclo Governo e a Lourenço
Castanha Taques cujo trajeto inicial é reconstituído por duas correntes de
Geógrafos a primeira pelo “Caminho Geral do Sertão” vindo de São Paulo para
atual Caconde no Rio Pardo vazando no Rio Grande, acompanhando a vertente da
serra da Lourenço Castanho e finalmente índio acompanha-se na região da Lagoa
Encantada em
Brasília conforme nossas pesquisas. “Teria ele
em seu trajeto combatido ameríndios cataguá e posteriormente o ameríndio Kayapó
em nossa região denominada também de Araxá...”
“...3.6 Primeira tentativa de fixar o homem branco na
estrada.
AS
Sesmarias.
Conde de
Sarzedas oficializa a estradas.
Pouco nós
sabemos dos primeiros sesmeeiros corajosos que atendendo ao apelo do governo se
dispuseram a povoar ermos sertões.
São nossos
conhecidos:
1º
Bartolomeu Paes de Abreu com terras de uma a outra margem do rio Mogi Guaçu,
por onde passava as estradas. Os viajantes atravessavam os rios em canoas.
2º Na beira
do Rio Itupeva no atual Aguaí estava Inácio Vieira Fejardo. Em 1728
obtinha ele uma sesmaria “no caminho dos
Guaiazes”.
3º Carlos
Barbosa – em Casa Branca.
4º Antônio
Simões a beira do Ribeirão dos Bagres atual cidade de Franca.
5º Antonio
da Silva Lanhoso o mais corajoso; foi se estabelecer com fazenda além do Rio
Grande a 15 quilômetros ao norte da cidade atual de Uberaba de quem voltamos a
falar.
Caiapônia
4. 1
...” A época
os jesuítas procuram fazer uma classificação sucinta do ameríndio encontrado e
assim,foram divididos em dois grandes grupos Tupi no litoral e Tapuias, no
interior. As classificações históricas de Anchieta Pe Vasconcelos, Von Martins
Diogo de Vasconcelos, Nelson de Sena e outros já estão absoletos. No momento
predomina a classificação cultural da escola de Eduardo Galvão e Cezar Melatti,
Darci Ribeiro, Frederico Edweiss entre outros. Para estudo da topominia brasileira,
além do trabalho de Teodoro Sampaio surgiu de pouco o prestimoso dicionário do
Mineiro e Martista,irmão de José Gregório, “ contribuição indígena ao Brasil (
BH, 1980-FTD) além de “Noções de Gramática Tupi
“ ‘ de outros mineiros salvador Pires Pontes (BH 1981) Silveira Bueno já
tem preparado um dicionário tupi português...”
Os Caiapós
4.2
...”Foi o
geógrafo português Padre Aires de Casal erradicado no Brasil na sua coreografia
Brasileira Rio de Janeiro 1817, quem batizou a região de Brasil Central de
Caiapônia, domínio da nação Kaiapó que em certa época de Itu (SP) a Cachoeira
do Urubupungá passando pelo Triângulo
mineiro até Vila Boa de Goiana rumo aos rios Araguari Tocantins . Ultimamente
(agosto de1984) revelou-se em Minas gerais se encontram apenas quatro grupos ou
nação indígenas Maxacalé Dre-nal-Pataxó Xacriaba.
Ao tempo da
abertura e movimentação da Estrada do Anhanguera, mais precisamente entre 1722
e 1780, o dono dos campos do Triângulo até
oeste mineiro era o grupo Kaiapó Caia+apo= que fazem queimadas. Um
documento de 1731 que veremos mais adiante dizia “os campos dos Caiapós, de um
e de outro lado da estrada de São Paulo” (no Triângulo Mineiro)
Também
denominado de bilreiros e Tabajara, eram fortes e destemidos tinham aquele nome
por usar um porrete curto de 80 a 120 cm de comprimento com uma cabeça
arredondada, em forma de bilrro de fazer renda, os quais o lançavam com
incrível pontaria (Pires de Campos o Pai ) Numa corrida eram velozes como
veados , atacavam e logo sumiam na macega. Tinha os pés de lama, pois não
deixam rastros no capim ou no campo.
Por vingança
dos seus irmãos trucidados, tornaram grandes inimigos dos viandantes na
estrada. Sofreram terríveis extermínios como as dos Pires de campos, por duas
vezes, na estrada do anhanguera e no oeste mineiro de campo Ignácio Córrego
Pamplona com fazenda em prados de influência da cidade de Tiradentes, em três
grandes batalhas, sendo a ultima em 1769, deles pouco restaram.
Apartir de
1780 começou um grande trabalho de catequese cristã, para atual cidade de São
Francisco de Sales do Triângulo Mineiro. Foram levados mil e tantos para Goiás,
a no sul foi criado aldeia de São José de Mossâmedes (Titulo do Governador da
época).
Essa
primeira aldeia ficava no ribeirão da fartura, aldeia de Santa Maria a 85 Km da
cidade de Goiás, ao norte Goiano, a povoação de Nova Beira com jesuítas
curiosos o encontro dos alferes Tiradentes com os Caiapós na zona do São
Gotardo em Minas em 1771 como registrou A Barbosa.
Os Bororos
4.3
...”
Originário da Bolívia vieram parar no atual estado de Mato grosso, foi amansado
por Pai Pirá que vem a se o pai de nosso Coronel Pires de Campos, posto que
parente dos Kaiapós eram contudo inimigos dos figadais e dessa inimizade
aproveitou Pires de Campos trazendo-os para estrada anhanguera. Pertenciam ao
mesmo grupo Jê, os que vieram para estrada geral: os Bororos os xacriabas vindo
da região entre Paracatu Bahia e Goiás, para região de Cascalho Rico.
Os Kaiapós
vindo de Araguaia e da Paraíba, Nordeste melhormente chamados de Jê,
intermediários, pois reúnem características intermediarias entre o tipo de
cultura da “Floresta Tropical” o chamado “Marginal” graças a fatores de ordem
culturativas e adaptação especializada
em determinado embuste...viviam de caça e de coletas.Então adaptados a vida do
cerrado utilizando-os em pequena pelos recursos de que dispõem os índios.
No período
da chuva cultiva a mandioca, batata doce, inhame, e cupa.
Quatro
grupos diversos encontram Saint Hilaire em 1809 na aldeia de Indianópolis:
Bororos alguns xacriabá, tapirapé e javoé Alexandre de Souza Barbosa apontam
para região de Uberaba e Prata as tribos Panariá também mencionada por Saint
Hilaire e os Açungui, (vendo os catingueiros quando pequenos) como se lê no
jornal “lavoura do Comércio” Uberaba 22/2/1936. Açungui é o nome de uma tribo
encontrada no Prata em São Paulo e no Pará.
Copilação de
Kiko pardini
Os cristãos novos e a formação das sociedades secretas no Brasil Colonial
Lina Gorenstein
A conversão forçada ao Cristianismo de todos os judeus
portugueses em 1497 criou uma nova categoria de gente e uma nova religião: os
cristãos-novos e o criptojudaísmo.
Isolados do Judaísmo tradicional (proibido em todo o Império
português) e imersos em um mundo cristão, a crença desses cristãos-novos sofreu
alterações profundas. Tinham que ser católicos praticantes; não tinham livros
judaicos, não havia ninguém para instruir seus filhos no hebraico, sem as
tardes de sábado para o estudo e debate; o Judaísmo que chegava até eles não
era profundo nem ortodoxo, mas uma transmissão oral de conhecimento daqueles
que lembravam melhor as tradições judaicas.
A religião dos cristãos-novos era a "religião
marrana", religião secreta que não foi uniforme nem no tempo nem no
espaço. A essência dessa crença pode ser resumida na salvação através da Lei de
Moisés e não através da Lei de Cristo: confissão em uma fé judaica, continha a
linguagem e a concepção da teologia católica.[1]
Esses portugueses de origem judaica foram perseguidos e
processados pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição durante quase três
séculos, acusados de um crime: a heresia judaica. A intolerância
religiosa que reinava na Metrópole transferiu-se para o ultramar.
Em Portugal e suas colônias, a Inquisição perseguiu todos os
"diferentes": os que professavam uma outra fé - Judaísmo,
Luteranismo, Islamismo - e os que apresentavam comportamentos considerados
desviantes, como homossexuais, blasfemos, bígamos, feiticeiras e padres
solicitantes.
Pesquisas recentes mostram que os cristãos-novos representavam
cerca de 20% da população branca e livre do Brasil colônia, o que ressalta a
importância do conhecimento desse grupo para a história do Brasil.[2]
Escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve início
com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses
traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de
escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no
Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou
velhos.
O transporte era feito da África para
o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas,
muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao
mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas
de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma
possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e
uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões
escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram
constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais
comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua
religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos.
Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho,
adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e
restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam
seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas
e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram
muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta
mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras,
arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns
escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria.
Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se
livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam
fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão,
buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de
escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram
comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através
de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos
quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais
religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
Campanha Abolicionista e a Abolição
da Escravatura
A partir da metade do século XIX a
escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em
ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês
aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o
poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta
prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões
inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro.
Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade
aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era
promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais
de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a
promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.
Bandeirantes
Atividades e importância histórica
Estes homens, que saiam de São Paulo e São Vicente,
dirigiam-se para o interior do Brasil caminhando através de florestas e também
seguindo caminho por rios, o Rio Tietê foi um dos principais meios de
acesso para o interior de São Paulo. Estas explorações territoriais eram
chamadas de Entradas ou Bandeiras. Enquanto as Entradas eram expedições
oficiais organizadas pelo governo, as Bandeiras eram financiadas por particulares
(senhores de engenho, donos de minas, comerciantes).
Estas expedições tinham como objetivo predominante capturar
os índios e procurar por pedras e metais preciosos. Contudo, estes
homens ficaram historicamente conhecidos como os responsáveis pela conquista de
grande parte do território brasileiro. Alguns chegaram até fora do território
brasileiro, em locais como a Bolívia e o Uruguai.
Do século XVII em diante, o interesse dos portugueses passou
a ser a procura por ouro e pedras preciosas. Então, os bandeirantes Fernão Dias
Pais e seu genro Manuel Borba Gato, concentraram-se nestas buscas desbravando
Minas Gerais. Depois outros bandeirantes foram para além da linha do Tratado de
Tordesilhas e descobriram o ouro. Muitos aventureiros os seguiram, e, estes,
permaneceram em Goiás e Mato Grosso dando início a
formação das primeiras cidades. Nessa ocasião destacaram-se: Antonio Pedroso,
Alvarenga e Bartolomeu Bueno da Veiga, o Anhanguera.
Outros bandeirantes que fizeram nome neste período foram:
Jerônimo Leitão (primeira bandeira conhecida), Nicolau Barreto (seguiu trajeto
pelo Tietê e Paraná e regressou com índios capturados), Antônio Raposo Tavares
(atacou missões jesuítas espanholas para capturar índios), Francisco Bueno
(missões no Sul até o Uruguai).
Como conclusão, pode-se dizer que os bandeirantes foram
responsáveis pela expansão do território brasileiro, desbravando os sertões
além do Tratado de Tordesilhas. Por outro lado, agiram de forma violenta na
caça de indígenas e de escravos foragidos, contribuindo para a manutenção do
sistema escravocrata que vigorava no Brasil Colônia.
Bandeirantes
Em
1722, partiu de São Paulo uma expedição com destino a Goiás. Os bandeirantes
"cortaram" a região e abriram a estrada do Anhanguera, ligando São
Paulo ao Planalto Central. A região era conhecida como Sertão da Farinha
Podre, e era ocupada pelos índios Caiapós. A escassez de ouro
e de diamante no campo das vertentes e na central mineira fez com que os mineiros se dirigissem
para essa região, que até o ano de 1748 pertencia à capitania de São Paulo. A partir de 1748, o
Sertão da Farinha Podre foi anexado à capitania de Goiás, e recebeu o nome de Julgado do
Desemboque. Só a partir de 1816 que a região foi anexada a Minas
Gerais. Uberaba, fundada em
1836, teve um papel importante na história da região, e é o município mais
antigo do Triângulo Mineiro.Ateu.
Sim talvez por ser Ateu, por ter tido coragem de pensar, consigo agora ver esta incógnita, constrangendo. Eleições e Eu.
Como posso pedir voto ao povo este mesmo que não tem esclarecimentos dez da época do Império, embora tenha oferta
de conhecimento nas redes sociais, enfim na inter-Nt e na TV para se educar e não errar o voto. Não sei, mas tenho que fazer que pedir uma chance para poder ajuda-los.
Veja a incógnita tenho que pedir voto para quem não crê na política existente de um governo que vem se desdobrando para garantir o direito do povo desta nação.
Povo que vem de histórias parecidas com a minha de um desfrute político irresponsável, de militares no poder, impugnando até mesmo o direito de voto. Um povo que agora esta na plenitude da informação podendo avaliar qual será o melhor caminho e quem esta seguindo nesta comitiva para somar fileiras e gerar nova história a historia do povo brasileiro, que inicia assim com seu voto a vereador.
Dentro desta Democracia jovial, vários partidos políticos tiveram sua legitimidade, alguns surgindo do braço e do suor do povo trabalhador, como venho defendendo o PT Partido dos trabalhadores, que tem muitos formando grande massa na área de professores Universitários, Médicos, Cientistas e enfim todo tempo dedicado à humanidade assalariada.
O quanto isso importa quando em campanha vemos gente exagerando nas ofertas de políticas inexistente apenas para garantir uma cadeira, para ajudar em fileiras inimigas como parias social garantido assim esta cadeira, que jamais será capaz de assumir de fato e de direito se julgarmos o inconsciente a que foi o povo induzido para gerar tais votos e eleger tais pessoas.
Kiko Pardini PT 13456 São Francisco de Sales.















