quarta-feira, 14 de março de 2012



Relato historiógrafo

Baseado nos livros:


Historias das Historias do Brasil

De 
José Honório Rodrigues

    E    

O Triângulo Mineiro nos Oitocentos

De

Edelweiss Teixeira

Noticias dos primeiros Descobridores.
Bento Fernandes.

”... O Grande acontecimento da descoberta das Minas Gerais, que revolucionou as formas sociais e econômicas da vida brasileira que fortaleceu as consciências nacionais...”
... A grande época da mineração se estende de 1696 a 1770 e tal como no bandeirismo, do qual o movimento aliado e conseqüente só aparece algumas relações e descrições nas formas primitivas da criação Historiográfica...
...A historiografia mineira começa com “ Os primeiros descobridores das Minas de Ouro na Capitania de Minas Gerais, que aparece na sua primeira forma como noticia copilada pelo Coronel Bento Fernandes Furtado de Mendonça, e resumida por Manuel pires da Silva Pontes...
... Bento Fernandes de Mendonça (1690  1775) Serra Frio 1765 Taubaté 1690.
 Era o quarto filho do Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça e casou-se com sua prima D. Bárbara Moreira de Castilhos e destaa união teve 9 filhos Bento Fernandes noticiou os descobrimentos auríferos dos quais foi testemunha. E na verdade a historia das descoberta dês da primeira entrada de Antônio Rodrigues Azarão à frente de 50 homens e de seu cunhado Bartolomeu Bueno de Siqueira... Descreve finalmente a crescente rivalidade entre forasteiros e paulistas, as discórdias dês de 1707 perturbaram a sociedade nascente e darão como conseqüência a guerra dos emboabas...




















“Os relatos Sertanistas”

Modernamente, Afonso Taunay em um relato sertanista alguns documentos historiográficos sobre o descobrimento das Minas são ao todos cinco.
1- “Noticias-  1º Prática que da ao R. P. Diego Sares o Capitão Luiz Borges Pinto sobre o seus documentos da célebre casa compreendido nos anos de 1726-27-28, sendo governador e capitão General D Lourenço dÁlmeida.”
2- “Noticia-2º Segundo a prática dada   ...Moreira ao P. M. Diogo Soares da sua bandeira no descobrimento do celebrado Morro da Esperança empreendidos nos anos de 1731 e 1732 quando General D. Lourenço d’Almeida, 3-Relação do princípio das descoberto destas Minas Gerais e os sucessos de algumas coisas mais memoráveis que sucederam de seus princípios até o tempo que veio governar o Exmo Sr, D. Braz da Silveira.
4-Noticias- 3º prática do RP Diogo Soares de campo José Rebelo Perdigão sobre os primeiros descobrimentos das Minas Gerais do Ouro.
5-4º prática ao R. P. Diogo Soares o sargento-Mor José Matos Soares o descobrimento do famoso Rio das Mortes. O Padres Diogo Soares era um Jesuíta, matemático- astrônomo que junto ao padre também jesuíta e matemático- astrônomo Domingos Capasse, veio ao Brasil por ordem da metrópole com intuito de fazer mapas dos novo descobrimentos.Eram muito hábeis e a eles devem muito as primeiras observações de latitude e longitudes do sertão.
O Alvará de 18 de novembro de 1729 para os seus serviço e por ser conveniente ao governo e defesa do estado a boa administração da justiça. Arrecadação da fazenda e para evitarem as duvidadas e controversas que se tem originados dos descobrimentos que se tem feito nos sertões do Brasil de uns poucos anos a esta parte para fazerem-se mapas  das terras não só pela Marinha, mas pelos sertões, para  melhor assinalarem e se conhecessem os distritos de cada Bispado, Governo, Capitania, Comarca ou Doação, era necessário  o serviços dos dois padres. Aos dois religiosos perito na matemática mandou dar ajuda de custo dois criados que os assistirão enquanto durassem a diligencia e seriam pagos por conta da Fazenda Real...
Não conhecemos os dados de todos os informantes ou abridores de caminho, mas sabemos que José Rebelo Perdigão foi secretario de Artur de Sá e Menezes (1677-1700)   e assistiu a ereção da vila do Ribeiro do Carmo e dela foi feito Juiz ordinário ( 4 de Julho de 1711) Por ocasião do levante de Vila Rica de 1720 prestou bons serviços ao governador em carta ao Rei escreveu que parecia também que vossa majestade devia mandar agradecer na mesma forma ao Marechal (Mestre) de campo. José Ribeiro Rodrigues pelo zelo com que se ouve neste particular, cuja prontidão não experimentei  nos   outros.   
Quando fornece as informações ao Padre Soares Mestre de campo
É morador em Minas e no Ribeiro do Carmo havia 30 anos. 






Memórias e Informações.
Martinho de Mendonça de Pina de Proença (guarda Portugal s d.-1743) Foi Fidalgo da casa do Rei, Deputado do conselho do Ultramarino, Guarda –Mor da torre do Tombo e Acadêmico da Academia Real de Historia, escreveu um histórico da descoberta dos Diamantes, enviando ao Conde Sabugoza assinado de Vila rica de 23 de setembro de 1734 foram muito poucos os que registram.
“... a informação sobre “Minas do Brasil” compõe-se na verdade de quatro códigos na biblioteca na biblioteca da Ajuda, mandado copiar por Luiz Camilo de Oliveira Neto e publicado por Rodolfo Garcia nos anais da Biblioteca Nacional...” 
No primeiro código reduzido no qual se diz que “ os interessados nas Minas de São Paulo “ por serem os paulistas os seus descobridores..”
... Nele se escreve que é necessário um grande Ministro “para atrair com o agrado ou com a força os ânimos daqueles sediciosos e turbulentos,  por que é Rochedo do Sul, a capitania de São Paulo. O documento para ser da segunda metade do século dezessete tal como o segundo que é dado de Lisboa, dezessete de novembro de 1662 e que descreve como se deve tirar ouro, refere-se também ao episódio holandês tão próximo declara que “  vão atirar este ouro na arrameira sobre dita os moradores de São Paulo e mais vilas circunvizinhas que tem cabedal de escravaria para o poderem fazerem, que os poderes de três quatro até dez escravos é impossível pela distância que alongam de suas vivendas.”      
 O terceiro código na Bahia  é dado de 15 de setembro de 1693 e dirigido por Mendo Foyos Pereira e Antônio Luiz Gonçalves da Câmara Coutinho Governador da Bahia ( 1690-1694), o que deu a base para a data dada ao conjunto por Rodolfo Garcia.

Ele trata dos caminhos para o sertão, inclusive do novo aberto nesta época por Garcia Rodrigues Paes filho de Fernão Dias Paes e dos Caminhos para Bahia.


O Triângulo Mineiro nos Oitocentos
De
Edeweiss Teixeira

2.10
O Roteiro de André Fernandes.

Unificada as duas Coroas Portugal e Espanha  em 1580 os bandeirantes ficaram livre da proibição de viajar até (     )  mais da metade ocidental do Estado de Goiás a margem esquerda do rio Tocantins, era Peru, onde estavam as grandes riquezas minerais. Alfredo Ellis Jr Aponta a bandeira de Sebastião Marinho em 1519 como a primeira que teria aberto o ciclo goiano das Minas dos Martírios a bandeiras de Domingos Rodrigues de 1596, traz para São Paulo “Índios Guaiás do sertão de Paraupeva”.
O caminho seguido a partir de São Paulo para essa região não seria a caminho por Brasília, entrando pelo Oeste Mineiro o caminho geral do sertão que rompia 70 quilômetros entre o rio pardo e rio Grande Seria Paranoá, rio São Bartolomeu região de Brasília outros viriam ora pelo rio Meia Ponte não distante da atual cidade de Goiás descendo pela sua barra, atingiram o rio Paraíba, Paraná e deste entrando pela barra do rio Tietê e por este assina até São Paulo O roteiro de André Fernandes de 1615 veio pelas mãos de anhanguera ll  seu conterrâneo e parente, de  Santana do Paraíba 40 quilômetros a oeste de São Paulo. Para a volta daquele sertão trocou ele um roteiro mais curto, viajando por terra abandonando os rios vindos sair em nosso triângulo.
Neste roteiro já estava batizado os rios Paranaíba e rio das Velhas e Rio Grande Bartolomeu Paes de Abreu irmão de João Leite da Silva Ortiz o ricaço de Curral Del Rei, vizinho de Belo horizonte “ambos nascido na ilha de São Sebastião”, teve em mãos esse roteiro. Outros bandeirantes do ciclo Governo e a Lourenço Castanha Taques cujo trajeto inicial é reconstituído por duas correntes de Geógrafos a primeira pelo “Caminho Geral do Sertão” vindo de São Paulo para atual Caconde no Rio Pardo vazando no Rio Grande, acompanhando a vertente da serra da Lourenço Castanho e finalmente índio acompanha-se na região da Lagoa Encantada em
 Brasília conforme nossas pesquisas. “Teria ele em seu trajeto combatido ameríndios cataguá e posteriormente o ameríndio Kayapó em nossa região denominada também de Araxá...”
“...3.6  Primeira tentativa de fixar o homem branco na estrada.
AS Sesmarias.
Conde de Sarzedas oficializa a estradas.
Pouco nós sabemos dos primeiros sesmeeiros corajosos que atendendo ao apelo do governo se dispuseram a povoar ermos sertões.
São nossos conhecidos:
1º Bartolomeu Paes de Abreu com terras de uma a outra margem do rio Mogi Guaçu, por onde passava as estradas. Os viajantes atravessavam os rios em canoas.
2º Na beira do Rio Itupeva no atual Aguaí estava Inácio Vieira Fejardo. Em 1728 obtinha  ele uma sesmaria “no caminho dos Guaiazes”. 
3º Carlos Barbosa – em Casa Branca.
4º Antônio Simões a beira do Ribeirão dos Bagres atual cidade de Franca.
5º Antonio da Silva Lanhoso o mais corajoso; foi se estabelecer com fazenda além do Rio Grande a 15 quilômetros ao norte da cidade atual de Uberaba de quem voltamos a falar.
Caiapônia

4. 1
...” A época os jesuítas procuram fazer uma classificação sucinta do ameríndio encontrado e assim,foram divididos em dois grandes grupos Tupi no litoral e Tapuias, no interior. As classificações históricas de Anchieta Pe Vasconcelos, Von Martins Diogo de Vasconcelos, Nelson de Sena e outros já estão absoletos. No momento predomina a classificação cultural da escola de Eduardo Galvão e Cezar Melatti, Darci Ribeiro, Frederico Edweiss entre outros. Para estudo da topominia brasileira, além do trabalho de Teodoro Sampaio surgiu de pouco o prestimoso dicionário do Mineiro e Martista,irmão de José Gregório, “ contribuição indígena ao Brasil ( BH, 1980-FTD) além de “Noções de Gramática Tupi  “ ‘ de outros mineiros salvador Pires Pontes (BH 1981) Silveira Bueno já tem preparado um dicionário tupi português...”

Os Caiapós 

4.2
...”Foi o geógrafo português Padre Aires de Casal erradicado no Brasil na sua coreografia Brasileira Rio de Janeiro 1817, quem batizou a região de Brasil Central de Caiapônia, domínio da nação Kaiapó que em certa época de Itu (SP) a Cachoeira do Urubupungá  passando pelo Triângulo mineiro até Vila Boa de Goiana rumo aos rios Araguari Tocantins . Ultimamente (agosto de1984) revelou-se em Minas gerais se encontram apenas quatro grupos ou nação indígenas Maxacalé Dre-nal-Pataxó Xacriaba.
Ao tempo da abertura e movimentação da Estrada do Anhanguera, mais precisamente entre 1722 e 1780, o dono dos campos do Triângulo até  oeste mineiro era o grupo Kaiapó Caia+apo= que fazem queimadas. Um documento de 1731 que veremos mais adiante dizia “os campos dos Caiapós, de um e de outro lado da estrada de São Paulo” (no Triângulo Mineiro)
Também denominado de bilreiros e Tabajara, eram fortes e destemidos tinham aquele nome por usar um porrete curto de 80 a 120 cm de comprimento com uma cabeça arredondada, em forma de bilrro de fazer renda, os quais o lançavam com incrível pontaria (Pires de Campos o Pai ) Numa corrida eram velozes como veados , atacavam e logo sumiam na macega. Tinha os pés de lama, pois não deixam rastros no capim ou no campo.
Por vingança dos seus irmãos trucidados, tornaram grandes inimigos dos viandantes na estrada. Sofreram terríveis extermínios como as dos Pires de campos, por duas vezes, na estrada do anhanguera e no oeste mineiro de campo Ignácio Córrego Pamplona com fazenda em prados de influência da cidade de Tiradentes, em três grandes batalhas, sendo a ultima em 1769, deles pouco restaram.
Apartir de 1780 começou um grande trabalho de catequese cristã, para atual cidade de São Francisco de Sales do Triângulo Mineiro. Foram levados mil e tantos para Goiás, a no sul foi criado aldeia de São José de Mossâmedes (Titulo do Governador da época).
Essa primeira aldeia ficava no ribeirão da fartura, aldeia de Santa Maria a 85 Km da cidade de Goiás, ao norte Goiano, a povoação de Nova Beira com jesuítas curiosos o encontro dos alferes Tiradentes com os Caiapós na zona do São Gotardo em Minas em 1771 como registrou A Barbosa.

Os Bororos

4.3
...” Originário da Bolívia vieram parar no atual estado de Mato grosso, foi amansado por Pai Pirá que vem a se o pai de nosso Coronel Pires de Campos, posto que parente dos Kaiapós eram contudo inimigos dos figadais e dessa inimizade aproveitou Pires de Campos trazendo-os para estrada anhanguera. Pertenciam ao mesmo grupo Jê, os que vieram para estrada geral: os Bororos os xacriabas vindo da região entre Paracatu Bahia e Goiás, para região de Cascalho Rico.
Os Kaiapós vindo de Araguaia e da Paraíba, Nordeste melhormente chamados de Jê, intermediários, pois reúnem características intermediarias entre o tipo de cultura da “Floresta Tropical” o chamado “Marginal” graças a fatores de ordem culturativas e  adaptação especializada em determinado embuste...viviam de caça e de coletas.Então adaptados a vida do cerrado utilizando-os em pequena pelos recursos de que dispõem os índios.
No período da chuva cultiva a mandioca, batata doce, inhame, e cupa.
Quatro grupos diversos encontram Saint Hilaire em 1809 na aldeia de Indianópolis: Bororos alguns xacriabá, tapirapé e javoé Alexandre de Souza Barbosa apontam para região de Uberaba e Prata as tribos Panariá também mencionada por Saint Hilaire e os Açungui, (vendo os catingueiros quando pequenos) como se lê no jornal “lavoura do Comércio” Uberaba 22/2/1936. Açungui é o nome de uma tribo encontrada no Prata em São Paulo e no Pará.
                                                                                     
Copilação de Kiko pardini

 

 

Os cristãos novos e a formação das sociedades secretas no Brasil Colonial

Lina Gorenstein

 
A conversão forçada ao Cristianismo de todos os judeus portugueses em 1497 criou uma nova categoria de gente e uma nova religião: os cristãos-novos e o criptojudaísmo.
Isolados do Judaísmo tradicional (proibido em todo o Império português) e imersos em um mundo cristão, a crença desses cristãos-novos sofreu alterações profundas. Tinham que ser católicos praticantes; não tinham livros judaicos, não havia ninguém para instruir seus filhos no hebraico, sem as tardes de sábado para o estudo e debate; o Judaísmo que chegava até eles não era profundo nem ortodoxo, mas uma transmissão oral de conhecimento daqueles que lembravam melhor as tradições judaicas.
A religião dos cristãos-novos era a "religião marrana", religião secreta que não foi uniforme nem no tempo nem no espaço. A essência dessa crença pode ser resumida na salvação através da Lei de Moisés e não através da Lei de Cristo: confissão em uma fé judaica, continha a linguagem e a concepção da teologia católica.[1]
Esses portugueses de origem judaica foram perseguidos e processados pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição durante quase três séculos, acusados de um crime: a heresia judaica.  A intolerância religiosa que reinava na Metrópole transferiu-se para o ultramar.
Em Portugal e suas colônias, a Inquisição perseguiu todos os "diferentes": os que professavam uma outra fé - Judaísmo, Luteranismo, Islamismo - e os que apresentavam comportamentos considerados desviantes, como homossexuais, blasfemos, bígamos, feiticeiras e padres solicitantes.
Pesquisas recentes mostram que os cristãos-novos representavam cerca de 20% da população branca e livre do Brasil colônia, o que ressalta a importância do conhecimento desse grupo para a história do Brasil.[2]



Escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos moldes do que existia na África. Nos quilombos, podiam praticar sua cultura, falar sua língua e exercer seus rituais religiosos. O mais famoso foi o Quilombo de Palmares, comandado por Zumbi.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.

Bandeirantes
Atividades e importância histórica 
Estes homens, que saiam de São Paulo e São Vicente, dirigiam-se para o interior do Brasil caminhando através de florestas e também seguindo caminho por rios, o Rio Tietê foi um dos principais meios de acesso para o interior de São Paulo. Estas explorações territoriais eram chamadas de Entradas ou Bandeiras. Enquanto as Entradas eram expedições oficiais organizadas pelo governo, as Bandeiras eram financiadas por particulares (senhores de engenho, donos de minas, comerciantes). 
Estas expedições tinham como objetivo predominante capturar os índios e procurar por pedras e metais preciosos. Contudo, estes homens ficaram historicamente conhecidos como os responsáveis pela conquista de grande parte do território brasileiro. Alguns chegaram até fora do território brasileiro, em locais como a Bolívia e o Uruguai
Do século XVII em diante, o interesse dos portugueses passou a ser a procura por ouro e pedras preciosas. Então, os bandeirantes Fernão Dias Pais e seu genro Manuel Borba Gato, concentraram-se nestas buscas desbravando Minas Gerais. Depois outros bandeirantes foram para além da linha do Tratado de Tordesilhas e descobriram o ouro. Muitos aventureiros os seguiram, e, estes, permaneceram em Goiás e Mato Grosso dando início a formação das primeiras cidades. Nessa ocasião destacaram-se: Antonio Pedroso, Alvarenga e Bartolomeu Bueno da Veiga, o Anhanguera. 
Outros bandeirantes que fizeram nome neste período foram: Jerônimo Leitão (primeira bandeira conhecida), Nicolau Barreto (seguiu trajeto pelo Tietê e Paraná e regressou com índios capturados), Antônio Raposo Tavares (atacou missões jesuítas espanholas para capturar índios), Francisco Bueno (missões no Sul até o Uruguai). 
Como conclusão, pode-se dizer que os bandeirantes foram responsáveis pela expansão do território brasileiro, desbravando os sertões além do Tratado de Tordesilhas. Por outro lado, agiram de forma violenta na caça de indígenas e de escravos foragidos, contribuindo para a manutenção do sistema escravocrata que vigorava no Brasil Colônia.
 


Bandeirantes
Em 1722, partiu de São Paulo uma expedição com destino a Goiás. Os bandeirantes "cortaram" a região e abriram a estrada do Anhanguera, ligando São Paulo ao Planalto Central. A região era conhecida como Sertão da Farinha Podre, e era ocupada pelos índios Caiapós. A escassez de ouro e de diamante no campo das vertentes e na central mineira fez com que os mineiros se dirigissem para essa região, que até o ano de 1748 pertencia à capitania de São Paulo. A partir de 1748, o Sertão da Farinha Podre foi anexado à capitania de Goiás, e recebeu o nome de Julgado do Desemboque. Só a partir de 1816 que a região foi anexada a Minas Gerais. Uberaba, fundada em 1836, teve um papel importante na história da região, e é o município mais antigo do Triângulo Mineiro.

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terça-feira, 6 de março de 2012


Discursando em favor da FETRAF-MG-CUT Coordenador da Fetraf MG CUT Kiko Pardini.
De São Francisco de Sales da Associação dos Pescadores e Aquicultores de São Francisco de Sales
Sintraf Vale do Rio Grande.

Senhores:


Hoje em Uberaba esta havendo uma reunião importante da FETRAF CUT-MG. Esta reunião esta discutindo assuntos pertinentes a região aonde vem atuando partidariamente alem de pertencer a Coordenação da SRSANs.
Não tive noticias desta reunião antes para estar lá com propriedade de discussão, pois não sei de fato o que consta em pauta. Porem fui  fazendo o meu trabalho com poucas informações pela Fetraf Cut MG, alem de informações aos da região onde propiciei reuniões, estas que vinha a favor dos nossos ideais pois ainda como coordenador FTRAF Cut MG estava imbuído dos ideais que nos norteia para fazer funcionar os possíveis novos Sintraf's  estes que imaginarmos  legítimos perante a FETRAF CUT MG.
Perco esta importante reunião e todos os acordos e discussões  possíveis como também deixo de cooperar sabendo as realidades daqui. Mas estou querendo em tempo possível que os coordenadores FETRAF CUT-MG me informe da reunião e dos acordos como também possa eu como Coordenador FETRAF CUT MG possa vir a cooperar com a instituição.
Sem mais pelo momento
Francisco Carlos Pardini
Coordenador.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Artur Henrique Presidente Nacional da CUT apoia a pré candidatura a vereador de Kiko Pardini



Artur Henrique Presidente Nacional da CUT apoia a pré candidatura a vereador de Kiko Pardini